Uma ação de fiscalização da PolÃcia Rodoviária Federal (PRF) terminou com a prisão de dois homens que transportavam anabolizantes e um medicamento proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A abordagem ocorreu na noite de quinta-feira (12) na Rodovia Presidente Dutra, na altura do municÃpio de PiraÃ, no Sul Fluminense.
Segundo a PRF, os suspeitos viajavam em um Toyota Corolla e foram interceptados por volta das 19h, no km 233 da rodovia, no sentido Rio de Janeiro. Durante a abordagem, os agentes identificaram que os dois ocupantes do veÃculo são moradores de Cabo Frio, na Região dos Lagos, e retornavam de uma viagem de dois dias a Foz do Iguaçu, no Paraná.
Aos policiais, eles relataram que haviam cruzado a fronteira para realizar compras no Paraguai. Questionado sobre a presença de produtos ilegais, o motorista acabou admitindo que transportava substâncias controladas dentro do veÃculo.
Substâncias encontradas
Durante a revista, os agentes localizaram diversas unidades de esteroides anabolizantes, entre elas Durateston Plus Gold, Drostanolona e Metenolona. Também foram encontradas 24 ampolas de Tirzepatida (Lipoless), medicamento estrangeiro utilizado para emagrecimento.
De acordo com a Anvisa, a comercialização do produto foi recentemente proibida no paÃs por meio da Resolução nº 690/2026, o que torna ilegal sua importação e distribuição sem autorização.
Receitas médicas falsificadas
Na tentativa de justificar a posse das substâncias, os suspeitos apresentaram receituários de controle especial com timbres da Secretaria de Saúde de Cabo Frio e carimbos contendo números de CRM e CPF de profissionais da saúde.
No entanto, a irregularidade foi descoberta após a condução dos envolvidos para a PolÃcia Federal em Volta Redonda. Durante o depoimento, o motorista confessou que ele próprio havia preenchido e falsificado os documentos, incluindo assinaturas, para tentar enganar a fiscalização.
Prisão e investigação
Os dois homens foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia da PolÃcia Federal. Eles devem responder pelos crimes de contrabando, falsificação e uso de documento público falso, além de crime contra a saúde pública.
Todo o material apreendido foi encaminhado para perÃcia técnica. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça Federal enquanto o caso segue em investigação.