A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de um turista paulista, que foi baleado no interior de um veículo, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O professor de matemática Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos, estaria dormindo quando criminosos atiraram.

O caso aconteceu no último sábado (31). Daniel havia viajado para o Rio junto com dois amigos. De acordo com familiares, quando o carro do professor transitava por Nova Iguaçu, um outro automóvel piscou o farol pedindo passagem.

Ainda segundo a família, o motorista do veículo da vítima saiu do caminho e o segundo automóvel foi para a frente de um caminhão de carga, o obrigando a reduzir a velocidade.

Com a redução, o piloto do carro de Daniel ultrapassou os outros dois veículos. Logo depois, os criminosos, que estariam no automóvel que fechou o caminhão, teriam emparelhado com o carro dos turistas e atirado quatro vezes. Um dos disparos acertou o professor na região da axila direita. Parentes afirmaram que ele estava dormindo durante a ocorrência.

Daniel chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas, conforme informado pela prefeitura da cidade, deu entrada já sem vida na unidade. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) do município.

A vítima tinha se tornado Mestre em Educação Matemática pela Universidade de São Paulo (USP) no último mês de outubro. Um dos motivos de visitar o Rio foi justamente para comemorar a conquista.

Nas redes sociais, familiares lamentaram a perda e pediram justiça sobre o caso. De acordo com a família, o carro não passou por perícia e retornou no mesmo dia para São Paulo.

“Eu vou fazer os pais vencerem, vou estar aqui pra tudo, vou ser mais participativo, vou ser mais calmo, me cuidar mais, vou ser o que você foi. Eu te amo e sempre vou te amar. Eu sinto que não serei mais feliz, pois perdi um dos amores da minha vida e isso me dói demais. Obrigado por tudo”, escreveu um irmão.

“Não consigo acreditar que você se foi. Uma parte de mim continua esperando que, a qualquer momento, o telefone toque e seja você, com aquela sua voz despreocupada de sempre, dizendo que está tudo bem. Por mais que saiba que essa ligação nunca vai chegar, acho que meu coração ainda não conseguiu entender a sua ausência. Não sei se algum dia vou conseguir me conformar com a ideia de viver sem você. Sua partida deixou um vazio imenso, um espaço que ninguém jamais poderá ocupar e um buraco no meu coração que não sei como preencher. Espero que, algum dia, eu consiga me tornar ao menos 1% da pessoa que você foi”, publicou uma irmã.

“Tiraram a vida dele como se não fosse nada, como se ele não fosse ninguém. Meu cunhado era um bom homem, honesto, digno, de valor. Ele não merecia. Nossa família não merece esse silêncio, precisamos de respostas!”, comentou uma cunhada.

Nesta terça-feira (3), alunos e professores do colégio em que Daniel lecionava fizeram uma homenagem para ele. Os estudantes e os docentes soltaram balões brancos do pátio da unidade e discursaram em seu nome. O enterro da vítima ocorreu na segunda-feira (2).