Ao todo, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cumprem três mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.
De acordo com a polícia, o caso aconteceu em 30 de setembro, na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Pavuna. O caminhão fazia o transporte de 16 paletes de medicamentos. A carga era avaliada em R$ 488 mil.
O caminhão foi abordado poucos minutos depois de deixar a transportadora. Cerca de 10 homens participaram do assalto, usando cinco carros e duas motocicletas. Segundo as investigações, a quadrilha planejou cuidadosamente a ação, com divisão de tarefas entre os integrantes.
Enquanto parte dos criminosos monitorava o deslocamento do caminhão, outros ficaram responsáveis pela abordagem, escolta e proteção da carga roubada. O grupo também contava com um integrante especializado em neutralizar sistemas eletrônicos de segurança, que conseguiu desativar o bloqueio do veículo.
Para dificultar a localização do caminhão, os criminosos ainda trocaram as placas por outras que eram de um veículo com características semelhantes ao roubado.
As investigações apontam que o grupo é vinculado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que atua no Complexo da Maré, também na Zona Norte. O caminhão foi encontrado nas proximidades da comunidade, mas toda a carga de medicamentos havia sido levada.
Ainda segundo as investigações, ao menos três carros usados pelos criminosos no ataque estavam cadastrados em uma plataforma de transporte de passageiros por aplicativo. Os veículos continuavam circulando pela cidade e realizando corridas.
Investigado já havia sido alvo de operação anterior
Na ocasião, a corporação desarticulou um esquema especializado em roubos de cargas e distribuição clandestina de medicamentos oncológicos e imunossupressores. As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 33 milhões em apenas um ano. A quadrilha também utilizava empresas de fachada para recolocar o material roubado no mercado.
Ao todo, foram cumpridos 96 mandados de busca e apreensão e cinco prisões. Os novos elementos indicam que integrantes do núcleo operacional da organização criminosa podem ter continuado atuando mesmo após a operação anterior.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações dentro da Operação Sentinela continuam para identificar outros envolvidos, esclarecer a participação de cada integrante e aprofundar a apuração sobre as conexões da quadrilha com organizações criminosas responsáveis por roubos de cargas no Rio de Janeiro.






