A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) assinou neste sábado (7) um acordo para vender sua divisão de cimentos à chinesa Huaxin por R$ 12,7 bilhões. A operação, revelada pela coluna Pipeline, do Valor Econômico, representa um importante movimento de consolidação do setor de materiais de construção no Brasil e deve colocar o grupo chinês na posição de segunda maior fabricante de cimento do país.
A transação também faz parte da estratégia da CSN de reduzir seu endividamento. Segundo o Valor, a companhia busca antecipar junto a instituições financeiras parte dos recursos previstos na venda, com o objetivo de acelerar o processo de desalavancagem e fortalecer sua estrutura financeira.
Grupo chinês amplia presença no mercado brasileiro
A aquisição representa um avanço estratégico da Huaxin no mercado brasileiro de cimento, um setor diretamente relacionado ao desempenho da construção civil e aos investimentos em infraestrutura.
Com a incorporação dos ativos da CSN Cimentos, a companhia chinesa deverá alcançar a segunda posição entre os maiores fabricantes do país, ampliando sua presença em um mercado de grande importância para a economia brasileira.
A operação também reforça o interesse de empresas chinesas em ativos industriais brasileiros, especialmente em segmentos associados à infraestrutura e à produção de materiais básicos.
CSN aposta na redução da dívida
Para a CSN, a venda representa uma oportunidade de obter recursos expressivos e concentrar esforços na reorganização de sua estrutura de capital.
A companhia busca antecipar o recebimento de parte dos valores da transação por meio de negociações com bancos, segundo a apuração do Pipeline.
A estratégia permitiria acelerar a redução das obrigações financeiras sem depender exclusivamente do cronograma de conclusão da operação.
A venda da divisão de cimentos marca, assim, uma mudança relevante na composição dos negócios da CSN, ao mesmo tempo que abre caminho para uma expansão de grande porte de um grupo industrial chinês no Brasil.





