Homem ameaça agredir companheira e matar enteado – Guia Comercial Sul Fluminense


A corretora de imóveis Isis Veronese, de 41 anos, pediu uma medida protetiva contra o companheiro depois de ser ameaçada de agressão e ouvir dele que mataria seu filho de 18 anos. O episódio aconteceu na madrugada desta segunda-feira (19), em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio.

Logo no início da manhã, a vítima esteve na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), em Jacarepaguá, para registrar o boletim de ocorrência. Na unidade, ela descobriu que o companheiro já possuía passagem pela polícia por agressão a outra mulher.

Ísis relatou que as ameaças começaram na noite de domingo (18). O namorado, o designer de interiores Douglas Amazonas, de 39 anos, estava alcoolizado e insistia para que o casal saísse de casa. Ela, no entanto, explicou que já era tarde e que ele não tinha condições de dirigir ou sair.

“Ele já tinha bebido, estava alterado, querendo sair. Eu disse que não tinha condição. Foi então que começou a me agredir verbalmente e a fazer ameaças. Já eram 2h da madrugada. Ele ameaçou me bater”, relembra Isis.

O filho dela, Yan Becker, que estava na residência, ouviu a discussão e decidiu intervir. Preocupado com a possibilidade de agressão, desceu para o andar inferior e começou a gravar a situação, caso precisasse comprovar alguma violência. “Quando meu filho percebeu que estava chegando perto de uma agressão, apareceu com o celular na mão para gravar e ficou ali para me proteger. Foi então que ele [Douglas] passou a ameaçar meu filho de morte”, contou.

Após a discussão, Douglas deixou o imóvel, mas continuou enviando mensagens ameaçadoras por um aplicativo de mensagens até o amanhecer. “Ele desapareceu e ficava dizendo que iria matar meu filho”, diz Isis.

A corretora conseguiu a medida protetiva na Deam, e o caso foi registrado. A Polícia Civil agora investiga as circunstâncias das ameaças e tentará ouvir Douglas. Isis disse que estava com o companheiro há um ano e meio. Eles se conheceram através de amigos em comum. “Ele não tinha ciúmes. O problema é que ele não aceita ser contrariado”, concluiu.

A reportagem tenta contato com a defesa de Douglas. O espaço está aberto para eventuais manifestações.