‘Família está sem chão’: enterro de criança morta por bala perdida – Guia Comercial Sul Fluminense


O sepultamento de Bento Costa Petillo Bezze, 12 anos, foi marcado por dor e pedidos de justiça no Cemitério de Inhaúma, Zona Norte, na tarde desta terça-feira (2). No local, amigos da escola levaram cartazes e cartas escritas à mão em forma de homenagem. O menino morreu vítima de bala perdida no parquinho do condomínio em que morava na Pavuna, na mesma região.

Segundo a madrinha da vítima, a enfermeira Camila Santana, Bento morreu nos braços do irmão, de 13 anos, e na frente de outras crianças.

“Ele era muito caseiro, mas tinha o momento em que interagia com as outras crianças. Ele era muito brincalhão, dançarino. Até mesmo quando ele foi atingido, as crianças achavam que ele estava brincando. Quando viram o que realmente aconteceu, todo mundo saiu correndo para poder pedir socorro. No momento do tiro, ele botou a mão no peito, agarrou o irmão dele e só falou: ‘Me ajuda’. A única coisa que a gente está pedindo é a perícia para saber de onde veio esse tiro”, disse.

Depois do ocorrido, segundo a madrinha, o irmão dele, que está sob cuidados dela, permanece muito abalado. “Ele não está conseguindo ficar dentro de casa. E aí eu estou dando todo o apoio para ele. A gente vai buscar um psicólogo, mas ele não consegue se manter dentro de casa”, relatou.

Entenda o caso

De acordo com a madrinha, a tragédia ocorreu na tarde de domingo (31), quando muitas crianças estavam na rua. Na ocasião, Bento tinha ido a uma festa de Primeira Comunhão de amigas do condomínio.

“Ele foi lá para poder tirar uma foto com as meninas, e, depois, eles sentaram lá no banco de frente para quadra, onde estava tendo uma partida de vôlei. E, no momento que ele sentou, foi atingido por uma bala. Com isso, ele começou a pedir socorro, o irmão dele o abraçou e informou: ‘Vou pedir socorro. Aguarde, irmão’. E aí depois os vizinhos vieram para socorrer e levaram ele imediatamente para o hospital”, lembrou.