De acordo com o relato, as perseguições tiveram inÃcio no dia 6 de março, quando o homem entrou na loja onde ela trabalha fingindo ser um cliente. Na ocasião, ele chegou a mostrar diversos papéis com nomes de outras mulheres, provocando desconforto na vÃtima. Apenas quatro dias depois, ele retornou e entregou a primeira de uma série de cartas invasivas. Em um dos textos, o criminoso escreveu que “não conseguiu dormir por causa dela” e detalhou que teve “sonhos eróticos” com a jovem.
No sábado (21), ao ser confrontado pela vÃtima, que pediu para que ele parasse com as abordagens, o homem reagiu com deboche e risadas. Na segunda-feira (23), ele voltou ao local e deixou novas cartas com xingamentos pesados, chamando a jovem e sua colega de trabalho de “piranhas” e fazendo acusações sobre o caráter delas. “São palavras sujas, ofensivas e totalmente desumanas, com o único objetivo de nos destruir moralmente”, desabafou.
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A vÃtima relata que permaneceu sete horas na delegacia apresentando provas e assim descobriu a extensa ficha criminal do homem, que permanece solto. “A sensação que fica é de abandono, de revolta e impotência. Isso não é uma ‘cantada’, isso tem nome: assédio”, afirmou a jovem, que agora teme por sua vida.
“A única coisa que consegui perguntar foi: vocês vão esperar eu ser o próximo caso de feminicÃdio? Vão esperar eu ser a próxima mulher a denunciar uma agressão dele?”, questionou a vÃtima aos policiais.
Nos comentários da publicação, diversas pessoas se solidarizaram com o relato, além de outras vÃtimas que reconheceram o homem e relataram experiências parecidas. Testemunhas também confirmaram ter presenciado o episódio de sábado.